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SETEMBRO/2009
 
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Quem é Chico Gomes
Atualizado em 21/9/09 11:45
 
   BIOGRAFIA

Francisco de Assis Castro Gomes - DEM

Nome Parlamentar: Chico Gomes
Profissão:
Aniversário: 17/05
E-mail: franciscogomes@al.ma.gov.br
Telefone: 98 3131-4254 / 3131-4253

COMISSÕES:
- de Política Agrária, Produção e Desenvolvimento Sustentável - Presidente;
- de Orçamento, Finanças e Fiscalização (titular);
- de Ética (titular); de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto (suplente);
- de Obras, Serviços Públicos e Habitação (suplente);
- de Meio Ambiente, Minas e Energia (suplente);
- de Segurança Pública e Cidadania (suplente)

 

Para não cair logo de cara naquele lugar-comum onde começam quase todas as biografias, vamos tentar responder essa pergunta do título sob outro enfoque. Mais importante do que saber onde o Chico nasceu, em quais escolas estudou, a qual família pertence, enfim, essas velhas indagações que ‘alimentam’ a narração cronológica, mais interessante do que tudo isso é traçar o seu perfil psicológico, descobrir suas qualidades e os seus defeitos, saber como ele pensa, como reage diante de certas situações e o que efetivamente marca a sua conduta como ser humano e como político.

Logicamente um enunciado assim comporta um emaranhado de explicações. Mas existem dois atributos que ajudam a compreender a personalidade de Chico Gomes. São eles: lealdade e determinação. Chico sempre militou em uma única corrente política e jamais se afastou dos amigos e aliados.

Na Assembléia Legislativa empunhou bandeiras de lutas e assumiu causas que transformou em questões de honra. Tem sido assim com as estradas da Baixada Maranhense, cuja recuperação ocupa a maioria de seus discursos, indicações e requerimentos.

Durante o governo Jackson Lago juntou-se à luta do funcionalismo público contra a tentativa de eliminação de conquistas históricas; tornou-se um aliado da Polícia Civil no processo de elaboração do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos; e, no Dia do Perito Criminal, em 2008, brindou o setor de inteligência da Segurança Pública com um pronunciamento histórico, que culminou com a nomeação de novos profissionais para a área de investigação criminal. Quem conhece o Chico sabe o quanto ele é bom de briga. No bom sentido, é claro.

Que o diga a empresa que tenta de todos os meios ‘plantar’ nos arredores do Porto do Itaqui uma termoelétrica, utilizando como combustível o carvão mineral, altamente poluente.  Há dois anos Chico Gomes trava uma luta sem trégua contra a instalação da usina, por entender que um projeto como esse impõe danos irreparáveis para o já debilitado ecossistema da Ilha de São Luís e grave ameaça à saúde pública.

Os índios constituem outra de suas preocupações. Atendendo indicação de sua autoria, a Cemar iniciou as obras de eletrificação no território Guajajara, em Grajaú, beneficiando 27 aldeias. Ele ainda estuda uma forma de compensar os prejuízos causados aos povos nativos pela presença em terras indígenas das redes de alta tensão da Eletronorte.

As populações das áreas costeiras, situadas em ilhas oceânicas no litoral norte, também são objeto de gestões de Chico Gomes. Ele quer que essas localidades sejam servidas por energias alternativas, como a eólica, já que elas se localizam em zonas de difícil acesso. As primeiras baterias, para obtenção de energia solar, já estão sendo instaladas nos municípios de Cururupu e Humberto de Campos.

Até aqui enaltecemos as qualidades de Chico Gomes; mas e os defeitos, será que ele tem algum? Tem, e pelo menos de um você vai ficar sabendo agora. Ele próprio se define como ‘de pavio curto’. Chico é daqueles que não levam desaforo para casa. Apesar de paciente na tarefa de articulador político, o seu limite de tolerância é limitado, especialmente quando tentam lhe imputar acusações injustas. Nessas horas ele eleva o tom de voz e o discurso assume um ritmo ágil, cortante como uma navalha afiada. Mesmo assim é um dos deputados mais queridos e respeitados da Assembléia, gozando de trânsito livre entre todas as facções políticas.

E agora que o internauta já dispõe de um formato do nosso personagem, abordemos então aquelas questões do tipo clichê do início deste texto. Eis a ficha completa. Francisco de Assis Castro Gomes nasceu no município de Viana. É casado com Alinete Martins Castro e tem seis filhos: Gabriela, Fabiana, Marcus, Augustus, Mariana e Lucas.

 Fez o curso primário no Grupo Escolar São Sebastião, em Viana. Em São Luís, concluiu o ensino básico no Liceu Maranhense e graduou-se em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão. Servidor público há mais de 40 anos, Chico Gomes construiu sua trajetória política na luta pelo desenvolvimento das comunidades, na defesa dos municípios e dos trabalhadores rurais.

Ainda estudante universitário, foi convidado pelo então governador José Sarney para coordenar o Projeto João de Barro, rica experiência em educação comunitária, quando foram instaladas centenas de escolas de alfabetização.

Em Brasília exerceu cargos de Técnico de Educação e Professor. Coordenou o programa Meta Fundamental, que culminou com a alfabetização e profissionalização de centenas de jovens e adultos.

Lutou contra a ditadura militar, foi perseguido e alijado do serviço público. Desempregado, passou a realizar trabalhos em empresas privadas. No final dos anos 70, voltou ao Maranhão para exercer cargos como consultor e secretário-adjunto na administração estadual. Foi superintendente  de Desenvolvimento do Interior do Maranhão, época em que foram criadas as associações de municípios e a Famem.

Dirigiu o Etam (Escritório Técnico de Administração Municipal), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento do Estado, responsável pela assistência técnica às administrações municipais para articular interesses regionalizados junto aos governos estadual e federal. À época, foram criadas as associações dos municípios, que resultaram na Famem (Federação das Associações dos Municípios), da qual foi seu primeiro secretário executivo, na gestão do ex-prefeito de Imperatriz, Ribamar Fiquene.

Como resultado do seu trabalho em favor dos municípios, Gomes foi convidado para exercer o cargo de secretário adjunto da Secretaria de Articulação com os Estados e Municípios da Presidência da República.

Nesse período foi três vezes a Boston, nos Estados Unidos, representar os interesses do Maranhão junto ao Banco Mundial. Aproveitou a oportunidade e firmou convênio de cooperação técnica com a universidade MIT (Massachusetts Institute of Tecnology), o que possibilitou a vinda ao Maranhão de mestrandos e doutorandos de vários países para desenvolver estudos em diversas áreas, com o compromisso de entregar ao final um relatório conclusivo.

Em 1995, foi nomeado Diretor do Núcleo Estadual de Programas Especiais (Nepe/Comunidade Viva), no governo Roseana, onde implantou 3 mil projetos de estradas vicinais, abastecimento de água, eletrificação rural, campos agrícolas, construção de açudes e outros projetos de produção no interior maranhense.

De 1999 a 2002 foi gerente de Desenvolvimento Regional de Viana, com representação em 14 municípios da região, fazendo uma gestão progressista voltada para o desenvolvimento da agricultura familiar. Em 2002 elegeu-se deputado estadual pela primeira vez. Em 2006 reelegeu-se com votação consagradora. Atualmente é líder do governo Roseana Sarney na Assembléia Legislativa.

   
 
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